Proteger as Áreas Marinhas
Um compromisso com a vida no oceano
Sabias que menos de 2% do oceano europeu está efetivamente protegido?
As Áreas Marinhas Protegidas são zonas do oceano onde a natureza é protegida por lei. Nessas áreas, há regras mais robustas para limitar ou proibir atividades humanas que possam prejudicar os habitats e as espécies marinhas – como certas formas de pesca ou extração de outros recursos.
O objetivo é permitir que o oceano recupere, que a vida marinha se regenere e que os ecossistemas se mantenham saudáveis a longo prazo, beneficiando também as pescas e a biodiversidade fora dos limites da proteção.
“Quando protegemos as áreas marinhas, a vida regressa.”
António Guterres
Mas para funcionarem, as Áreas Marinhas Protegidas precisam de ser bem geridas e fiscalizadas. Para isso, é preciso vontade política – e financiamento.
O que está em causa
A maioria das Áreas Marinhas Protegidas (AMP) não tem gestão nem monitorização eficaz.
Para travar a degradação do oceano, é urgente cumprir a Meta 30×30: proteger pelo menos 30% do oceano até 2030, com áreas bem geridas e ecologicamente representativas.
Sem uma rede de AMP conectada, diversa e resiliente, com gestão participada e baseada na ciência, não conseguiremos garantir um oceano saudável no futuro.
O que faz a WWF
Governos de todo o mundo comprometeram-se com a meta 30×30: proteger 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030. Em Portugal, a WWF, com o apoio da AEIP, tem apoiado a sua implementação no meio marinho, promovendo a criação de uma rede de áreas marinhas protegidas, ações de advocacy e sensibilização para a importância de um oceano saudável.
SEAMPHONI
Neste contexto, a WWF Portugal integra o projeto europeu SEAMPHONI, financiado pelo Horizon Europe, que alia ciência, tecnologia e arte para dar visibilidade a ecossistemas marinhos remotos. A WWF lidera a vertente de política, garantindo que os resultados do projeto se traduzem em recomendações concretas para melhorar a gestão destas árease apoiar o cumprimento efetivo da meta 30×30.
Pretendemos:
- Garantir a protecção de 30% do espaço marinho até 2030 e 10% de proteção estrita.
- Assegurar planos de gestão e monitorização eficazes e implementados, e a participação ativa dos stakeholders na designação e gestão destas áreas.