Lobo-ibérico

O lobo-ibérico (Canis lupus signatus) é um dos grandes símbolos da vida selvagem em Portugal e uma das espécies mais emblemáticas da Península Ibérica.

Um símbolo da vida selvagem portuguesa

O lobo-ibérico (Canis lupus signatus) é um dos grandes símbolos da vida selvagem em Portugal e uma das espécies mais emblemáticas da Península Ibérica. Como predador de topo, desempenha um papel fundamental na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas, regulando naturalmente as populações de presas e contribuindo para a saúde das florestas. 

Discreto e altamente adaptável, o lobo vive em grupos familiares (alcateias) e percorre grandes distâncias em busca de alimento. Alimenta-se principalmente de mamíferos de grande ou médio porte como o javali e o corço, mas também pode consumir pequenos mamíferos, como o coelho-bravo. 

Vive em zonas de montanha, florestas, matos e áreas pouco povoadas, nas quais procura encontrar abrigo, alimento e espaço suficiente para se deslocar. Necessita de territórios extensos e ligados entre si para manter populações saudáveis e garantir a sobrevivência das alcateias. De acordo com o último Censo Nacional do Lobo-Ibérico (2019-2021), a população de lobos em Portugal está na ordem dos 300 animais, distribuídos por um pouco menos de 60 alcateias, maioritariamente a norte do rio Douro.

Ameaças que enfrenta

Classificado como “Em Perigo” em Portugal, o lobo-ibérico continua a enfrentar diversos desafios que colocam em risco a sua sobrevivência, como a perda de habitat, perseguição, incêndios e alterações climáticas, tornando a sua conservação uma prioridade para a biodiversidade nacional. 

Porque importa proteger o LOBO

Ao proteger o lobo-ibérico, protegemos também os ecossistemas onde vive. Enquanto predador de topo, contribui para o equilíbrio das cadeias alimentares e para a conservação da biodiversidade, beneficiando muitas outras espécies e os serviços que a natureza presta às pessoas. 

A WWF trabalha há décadas para promover a coexistência entre pessoas e lobos, apoiando a conservação dos seus habitats, a recuperação das populações de presas selvagens, como o coelho-bravo e soluções que reduzam os conflitos com a pecuária, envolvendo comunidades locais, autoridades e parceiros científicos.