LIFE ASAP
Cidades e pessoas unidas pela ação climática
O projeto LIFE ASAP pretende acelerar a ação climática a nível local, capacitando cidadãos – sobretudo jovens – de municípios em Portugal, Suécia, Hungria e Roménia. Em Portugal, as cidades-piloto foram, numa primeira fase, Almada, Braga e Cascais, já envolvidas ativamente no One Planet City Challenge, uma outra iniciativa da WWF que coloca as cidades no centro do combate às alterações climáticas, estando agora em curso uma segunda fase do projeto que envolve as cidades-piloto de Loulé, Sintra e Torres Vedras.
Através de workshops participativos, avaliações técnicas personalizadas, ferramentas de monitorização e envolvimento direto da comunidade, o LIFE ASAP pretende transformar a ambição climática em ações concretas e resultados reais, reforçando a ligação entre cidadãos e as suas cidades.
CONCURSO PARA apoiar projetos para a ação climática local
No âmbito do projeto LIFE ASAP, está agora a decorrer um concurso para apoiar organizações da sociedade civil na implementação de soluções para os desafios climáticos locais, inspiradas nas propostas desenvolvidas por jovens de Almada, Braga, Cascais, Loulé, Sintra e Torres Vedras.
O objetivo é reconhecer o contributo dos jovens e reforçar o papel da sociedade civil como parceira dos municípios na aceleração da ação climática, promovendo iniciativas com impacto positivo nas comunidades e nos territórios.
Para marcar o fim da primeira fase deste projeto, tivemos um evento onde os municípios partilharam boas práticas, ouvimos as experiências dos jovens participantes e contamos com um painel da Cidades pelo Clima. Vê o vídeo abaixo!
Porque é importante trabalharmos com as cidades?
As cidades são responsáveis por mais de 70% das emissões de CO2 e 75% do consumo de recursos naturais. Mas também é nas cidades que encontramos um grande potencial para ações inovadoras que enfrentem os desafios climáticos e de sustentabilidade.
As cidades são simultaneamente um espaço de problemas e de soluções, e queremos trabalhar em conjunto para lhes permitir criar um futuro em que as pessoas e a natureza vivam em harmonia.
Em Portugal, 60% dos municípios ainda não têm planos de ação climática previstos. Queremos mudar esse cenário, mas a mudança não se faz sozinha. Com o Life ASAP, envolvemos as pessoas, especialmente os jovens, reforçando a sua responsabilidade cívica. Lembra-te: tens o direito e o dever de mostrar a tua voz ao teu município e dares as tuas sugestões de melhoria para uma cidade mais justa e sustentável.
O que fazemos?
Apoio técnico aos municípios
- Avaliação personalizada dos planos climáticos destas cidades com base na ciência climática e metas da UE
- Adaptação do One Planet City Challenge às realidades locais, com ferramentas de reporte e acompanhamento da evolução municipal
Envolvimento dos jovens
- Workshops com estudantes entre 16 e 19 anos, focados em soluções locais de transporte, energia, mobilidade, alimentação e espaços verdes.
- Dinâmicas de cidadania ativa que fomentam ideias juvenis para a ação climática urbana
- Metodologias para o envolvimento jovem na política climática das cidades
We Love Solutions
- Adaptação da campanha We Love Cities para o contexto das cidades-piloto em We Love Solutions: reunião de propostas dos jovens e votação pública, com integração de ideias vencedoras nos planos municipais
- Envolvimento comunitário com foco em soluções práticas, mobilizando jovens e populações locais
Quando jovens e cidades se unem, as soluções climáticas deixam de ser ideias: tornam-se realidades para todos.
As cidades
Braga
Braga tem aprofundado uma estratégia pública de adaptação e mitigação às alterações climáticas, assumindo que a qualidade de vida urbana é hoje indissociável do equilíbrio ambiental. A expansão da infraestrutura verde – através da criação de microflorestas, dos programas Florestar Braga e Oxigenar Braga (que envolvem toda a comunidade) – demonstra uma política ambiental participada e estruturada. A estas ações soma-se o projeto Cuidar Braga, que disponibiliza um biotriturador para o tratamento do material lenhoso em propriedades agrícolas e florestais, reduzindo queimas, reforçando a saúde dos solos e contribuindo para a mitigação da emissão de gases com efeito de estufa.
No domínio da renaturalização urbana, o Rio Este constitui hoje um exemplo paradigmático de transformação ecológica. A recuperação da sua Zona da Lagoa – distinguida com a VII edição dos Prémios do Imobiliário 2025, que reconhecem projetos de excelência no espaço público e nos espaços verdes – não só mitigou o histórico risco de inundações, como devolveu à cidade um corredor ecológico de grande valor paisagístico e climático, cuja biodiversidade tem aumentado significativamente. Esta intervenção, replicada noutras linhas de água através da criação de ecovias já amplamente usufruídas pela população, evidencia uma visão integrada de cidade, onde sustentabilidade, bem-estar e justiça ambiental convergem num mesmo projeto de futuro.
De salientar que o município tem desenvolvido um trabalho consistente de combate à pobreza energética, articulando diferentes instrumentos públicos: o Balcão Único da Energia, que concentra informação técnica e apoios disponíveis; as intervenções da BragaHabit, que incluem substituição de equipamentos e pequenas reabilitações destinadas ao aumento da eficiência energética; e um conjunto alargado de ações de sensibilização dirigidas à população em geral e à comunidade educativa em particular. A plataforma de potencial fotovoltaico, ao permitir que cada cidadão estime custos, benefícios e prazos de retorno do investimento em energia solar, traduz esta agenda numa ferramenta concreta de democratização da transição energética.
Cascais
Cascais tem vindo a consolidar uma estratégia de ação climática baseada na inovação, reconhecendo a resiliência climática como essencial para a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável. Esta política já faz parte do quotidiano dos cidadãos e visitantes, refletida em mais de 80 ações concluídas e em implementação contínua, transformando a dinâmica de trabalho da autarquia e afirmando o município como referência nacional.
Entre as iniciativas de destaque está o Fundo AdaptCascais, pioneiro a nível nacional, que financia projetos comunitários de resiliência climática, envolvendo atualmente 16 entidades e reforçando a capacidade de resposta do território aos impactos climáticos. Complementarmente, o projeto Cascais Smart Pole, cofinanciado pelos EEA Grants, alia tecnologia e sustentabilidade para otimizar serviços públicos, promover mobilidade sustentável, eficiência hídrica e energética, e incentivar estilos de vida mais ecológicos.
Por sua vez, o projeto We Generate, apoiado pelo programa Horizon Europe, aposta na produção descentralizada de energia solar e na criação de comunidades energéticas, permitindo reduzir custos e emissões, enquanto promove cidadania energética ativa. A integração destas ações demonstra uma visão urbana inovadora, onde adaptação climática, transição energética e tecnologia convergem para tornar Cascais um verdadeiro laboratório vivo de sustentabilidade.
Almada
Almada tem vindo a intensificar a sua ação climática, alinhando-se com a necessidade urgente de mitigação e adaptação às alterações climáticas. O plano ALMADA.CLIMA 2030 é o eixo central desta estratégia, definindo medidas para reduzir emissões, promover a transição energética, reforçar a resiliência territorial e fomentar a biodiversidade. Esta abordagem combina políticas estruturadas com projetos concretos que envolvem cidadãos e instituições.
Entre as iniciativas emblemáticas destaca-se o ReDuna, dedicado ao restauro ecológico do sistema dunar das praias de São João da Caparica e Cova do Vapor, aumentando a proteção costeira e a biodiversidade. No domínio energético, Almada criou a Agenda Neutra em Carbono 2050 e lançou núcleos de energia renovável como o NER3VALES, que partilha energia solar com famílias e equipamentos municipais, modelo já replicado noutros bairros. Complementarmente, abriu o EspaçoAlmadaEnergia para apoiar os munícipes na transição energética justa.
A cidade também aposta em soluções inovadoras para adaptação climática, como o projeto LIFE COOLIFEALMADA, que utiliza soluções baseadas na natureza para reduzir temperaturas em zonas urbanas vulneráveis. Soma-se a participação no projeto metropolitano CLIMA.AML para monitorização climática e a criação do Bairro Circular, que promove práticas de economia circular junto da comunidade. Em síntese, Almada demonstra uma abordagem integrada e ambiciosa, combinando planos estratégicos, projetos práticos e envolvimento cidadão para enfrentar os desafios climáticos.
Loulé
As alterações climáticas representam um desafio estrutural com impactes diretos no território, na economia e na qualidade de vida das populações. No Município de Loulé, esta realidade tem sido assumida de forma clara e determinada, através do reconhecimento em 2023 da Situação de Emergência Climática e da consolidação de uma visão estratégica sustentada numa forte predisposição política e cultural para agir. Ao longo dos anos, o município tem vindo a reforçar o conhecimento, a governação e a capacidade de implementação, criando condições para uma resposta integrada e consistente.
Este percurso traduziu-se na definição e aprovação de instrumentos estruturantes, como a Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas (2016), o Plano de Ação para a Sustentabilidade Energética e Climática (2021), o Plano Municipal de Ação Climática (2022) e o Plano Municipal de Contingência para Períodos de Seca (2022).
A ação climática em Loulé estrutura-se em três eixos fundamentais — mitigação, adaptação e governança — respondendo a riscos como a subida do nível médio do mar, as ondas de calor, a precipitação intensa e as secas. Em simultâneo, o município aposta na redução das emissões de gases com efeito de estufa, na eficiência e na transição energética, reforçando uma abordagem integrada que articula planeamento, conhecimento e intervenção no território.
Consciente da dimensão do desafio climático, Loulé enquadra a sua atuação nos instrumentos municipais existentes e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2030 das Nações Unidas, bem como nas orientações europeias, nacionais e regionais. Através de projetos, iniciativas, boas práticas e intervenções concretas, tem procurado fortalecer a resiliência e a capacidade adaptativa do concelho, envolvendo a comunidade na construção de um território mais sustentável e preparado para o futuro.
Desta forma, Loulé afirma-se como um território que planeia, atua e mobiliza a comunidade para construir um futuro mais resiliente e sustentável.
Sintra
Sintra tem vindo a reforçar o seu compromisso com a ação climática, reconhecendo as alterações climáticas como uma das maiores ameaças ambientais, sociais e económicas da atualidade. Neste contexto, o município assume como prioridade a redução das emissões de gases com efeito de estufa e a promoção de uma transição para uma economia de baixo carbono, capaz de conciliar sustentabilidade ambiental, inovação, criação de emprego e competitividade local.
Ao longo dos últimos anos, o Município de Sintra tem desenvolvido diversas iniciativas orientadas para uma maior sustentabilidade energética e ambiental, com expressão em áreas tão distintas como a sensibilização e educação, a inovação tecnológica e o planeamento estratégico. Este percurso tem raízes num trabalho pioneiro, sendo Sintra um dos primeiros municípios em Portugal a dispor de uma Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas, através da EMAC de 2009, evidenciando desde cedo a integração da adaptação climática nas políticas municipais e na preparação do território face aos riscos climáticos. Este percurso ganhou um novo impulso com a adesão ao Pacto de Autarcas, em 2015 e posterior renovação em 2021, reforçando o compromisso de reduzir as emissões de CO2 no território em pelo menos 55% até 2030, através de uma abordagem integrada de mitigação e adaptação às alterações climáticas.
Neste âmbito, o Plano de Ação para a Energia Sustentável e o Clima constitui um instrumento central da estratégia municipal, definindo medidas concretas para promover a eficiência energética, incentivar uma produção e utilização mais limpa da energia e aumentar a resiliência do território face aos impactos climáticos. A par desta aposta na mitigação, o município tem vindo a desenvolver um conjunto alargado de ações de adaptação, que incluem iniciativas de educação e sensibilização ambiental, sistemas de monitorização, avaliação e vigilância, reforço de infraestruturas verdes, gestão sustentável da floresta, ordenamento dos recursos fluviais e gestão de espécies florestais e agrícolas, bem como medidas de prevenção e controlo de pragas e doenças.
Torres Vedras
O Município de Torres Vedras tem vindo a assumir, de forma consistente e antecipatória, a ação climática como um eixo estruturante da sua política pública, reconhecendo que as alterações climáticas produzem efeitos mensuráveis à escala local e exigem respostas integradas de mitigação e adaptação. Este compromisso assenta num percurso com mais de duas décadas, iniciado com o Plano Municipal de Ambiente “Torres XXI” e consolidado através da adesão a iniciativas como o Pacto de Autarcas para o Clima e Energia, a Missão Europeia de Adaptação às Alterações Climáticas e diversas redes nacionais e internacionais. A ação climática tem sido, assim, integrada de forma transversal nas políticas municipais, reforçando a sustentabilidade, a resiliência territorial e a qualidade de vida da população.
No domínio do planeamento, Torres Vedras desenvolveu um conjunto coerente de instrumentos estratégicos que traduzem este compromisso em ação concreta. Destacam-se o Plano de Ação para a Sustentabilidade Energética, a Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas e, mais recentemente, o Plano de Ação para a Energia Sustentável e o Clima (PAESC Torres Vedras 2050). Estes processos convergiram no Plano Municipal de Ação Climática (PMAC Torres Vedras), instrumento integrado que articula e orienta a atuação no âmbito da mitigação e adaptação, em alinhamento com a Lei de Bases do Clima, a Agenda 2030 e o Pacto Ecológico Europeu.
Ao nível da implementação, o Torres Vedras tem promovido um conjunto diversificado de ações no território. Na adaptação, destacam-se intervenções de valorização e proteção da zona costeira, projetos de renaturalização e estabilização ecológica, ações de arborização e reforço da floresta autóctone, gestão sustentável da água e integração da adaptação nos instrumentos de ordenamento do território. Na mitigação, Torres Vedras aposta na produção descentralizada de energia renovável, na melhoria da eficiência energética dos edifícios e equipamentos municipais, no combate à pobreza energética e na promoção da mobilidade sustentável, através do reforço da rede ciclável, sistemas de bicicletas partilhadas e incentivo a outros modos suaves de transporte.
PROPOSTAS PARA A AÇÃO CLIMÁTICA
ONE PLANET YOUTH FORUM
No âmbito do projeto LIFE ASAP, jovens de Torres Vedras, Sintra, Loulé e Almada participaram no One Planet Youth Forum, realizado em Helsingborg, entre 16 e 19 de março. Esta iniciativa reuniu participantes de vários países europeus para refletir sobre o papel das cidades na ação climática e promover a participação ativa da sociedade civil.
Ao longo do encontro, os participantes tiveram oportunidade de conhecer boas práticas implementadas a nível local, participar em workshops colaborativos e explorar o papel da juventude na construção de soluções para desafios globais. O programa incluiu também atividades de contacto com a natureza, reforçando a importância da ligação ao meio ambiente como motor de envolvimento e ação.
A participação destes jovens insere-se na nova fase do projeto em Portugal, que alarga a iniciativa a novos municípios, reforçando o compromisso com a capacitação das comunidades e com a promoção de uma ação climática mais participada, inclusiva e eficaz.
RESULTADOS ONE PLANET CITY CHALLENGE 2025-26
O One Planet City Challenge da WWF é uma iniciativa global que desafia as cidades e governos locais a assumir uma posição de liderança na transição climática. Traduzindo o seu compromisso e liderança na ação climática, um total de 11 municípios portugueses aderiraram à iniciativa nesta edição: Almada, Braga, Caldas da Rainha, Cascais, Guimarães, Lisboa, Loulé, Matosinhos, Porto, Sintra e Torres Vedras.
Com base na avaliação da ambição e esforços das cidades, a cidade de Guimarães foi apurada como vencedora nacional do ciclo 2025-26 da competição. Guimarães foi selecionada como vencedora de entre um conjunto de 3 finalistas nacionais, destacados pela coerência e ambição da sua jornada climática, que inclui também Cascais e Matosinhos.
O trabalho e conquistas de Guimarães
Guimarães destaca-se pela forma como combina uma elevada ambição climática com a implementação de medidas concretas no terreno. A cidade tem vindo a afirmar-se como uma referência na ação climática, apoiando as suas decisões num sólido sistema de monitorização que permite acompanhar o progresso da sua estratégia e promover a sua melhoria contínua.
Com o objetivo de alcançar a neutralidade carbónica até 2030, Guimarães está a desenvolver ações nos principais setores responsáveis pelas emissões, incluindo a reabilitação de edifícios, a transição para energias limpas, a promoção dos transportes públicos e o investimento em infraestrutura verde. Em paralelo, a sua estratégia de adaptação procura responder aos riscos climáticos mais relevantes do território através de um conjunto abrangente de medidas, como a criação e recuperação de corredores verdes e a adaptação de serviços essenciais.
O percurso de Guimarães caracteriza-se também por uma forte aposta na colaboração entre diferentes setores e no envolvimento da comunidade. Este trabalho demonstra como a ação climática pode ser construída de forma participada e integrada.
Destaques na ação climática de Cascais
Cascais demonstra um desempenho consistente nas diferentes etapas da sua jornada climática. Partindo de um diagnóstico sólido das emissões e dos principais riscos climáticos do território, o município está a implementar um plano de ação climática abrangente, com o objetivo de alcançar a neutralidade carbónica até 2050 e reforçar a resiliência do concelho. Esta estratégia combina medidas de mitigação e adaptação em áreas-chave, procurando maximizar os benefícios e as sinergias entre diferentes áreas de intervenção.
A ação climática de Cascais destaca–se pela definição de objetivos ambiciosos na área das energias renováveis, suportados por iniciativas como o Fundo Verde municipal, que apoia financeiramente famílias do concelho na implementação de medidas de eficiência energética e de transição para energias limpas.
Avaliação do desempanho climático de Matosinhos
Matosinhos destaca-se pelo desenvolvimento e implementação de uma estratégia climática consistente e abrangente, que visa alcançar a neutralidade carbónica até 2030 e reforçar a adaptação do território às alterações climáticas. A ação do município assenta numa forte integração das prioridades climáticas nos processos de governança, apoiada por um quadro estratégico claro e por compromissos financeiros que permitem impulsionar medidas de mitigação e adaptação de forma estruturada e duradoura.
A abordagem de Matosinhos caracteriza-se em particular pela aposta na procura de sinergias entre a ação climática e outros domínios estratégicos, como a gestão da água, dos resíduos e do uso do solo, ampliando os benefícios para a sustentabilidade, a equidade e a qualidade de vida da população.
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