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Metodologia



A informação contida em HABEaS WebGIS foi recolhida de acordo com a Metologia de Identificação de Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC).

O conceito de Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVC) foi desenvolvido pelo Forest Stewardship Council (FSC) para ser aplicado no contexto da certificação da gestão florestal sustentável. No entanto, ao longo do tempo, este conceito tem vindo a ser aplicado a um conjunto mais vasto de contextos e situações (www.hcvnetwork.org).

Em Portugal existe uma Interpretação Nacional das AAVC, realizada no âmbito da Iniciativa Nacional do FSC, que resultou de um amplo processo de participação pública.

De acordo com este documento, uma AAVC é em sentido geral, uma área que possui valores ambientais ou sociais considerados extraordinários e por isso merecedores de protecção. A aplicação prática do conceito baseia-se na identificação de uma série de atributos cuja presença implica a classificação de uma área como AAVC.


Atributos das Áreas de Alto Valor de Conservação

1.Áreas nas quais se encontram concentrações significativas de valores de biodiversidade à escala regional, nacional ou global

1.1. Áreas classificadas, que constituem a principal ferramenta actualmente utilizada para promover a conservação da biodiversidade e que existem para separar os valores de biodiversidade nela existentes, dos factores que as ameaçam. Nesta categoria, para além das áreas legalmente classificadas (Rede Nacional de Áreas Protegidas e Rede Naturam 2000) foram incluídas as Important Bird Areas (IBA) devido à sua reconhecida importância para a conservação de aves (http://www.spea.pt/pt/estudo-e-conservacao/ibas/)


1.2. Áreas em que ocorram espécies ameaçadas e/ou com estatuto de conservação, que por esta razão e para evitar que desapareçam, necessitam de ser protegidas de acções que sejam negativas para a sua persistência.


1.3. Áreas em que ocorrem espécies endémicas, que pelo facto de apresentarem uma área de distribuição restrita, são mais susceptíveis a factores de ameaça.


1.4. Áreas críticas de utilização sazonal, que apresentam uma enorme importância para determinados grupos de espécies, numa determinada altura do seu ciclo de vida e que incluem áreas de reprodução, áreas de alimentação e áreas situadas em corredores de migração.

2. Áreas florestais extensas ao nível da paisagem, uma vez que se sabe que existe uma relação positiva e forte entre a área de habitat disponível e o número de espécies representadas. Apesar da sua enorme importância, estas áreas são raras na Bacia do Mediterrâneo. Na interpretação nacional das AAVC consideram-se áreas com estas características, áreas de montado de sobro com mais de 1000 hectares, cuja continuidade não seja interrompida por mais de 500 metros por outra forma de uso do solo.

3. Áreas em que ocorrem habitats raros ou ameaçados, que pelo facto de ocuparem áreas bastante restritas, apresentam maior risco de desaparecerem e por isso necessitam de ser protegidos.


4. Áreas que fornecem serviços ambientais básicos, sendo que neste caso apenas se consideraram dois dos serviços mencionados na interpretação nacional das AAVC, a protecção de bacias hidrográficas (4.1) e o armazenamento de carbono (4.4).


4.1. Áreas importantes para a protecção de bacias hidrográficas, em que incluem áreas com um coberto arbustivo e/ou arbóreo que capaz de promover a regulação do ciclo da água, promovendo a recarga de aquíferos, controlando a ocorrência de cheias e secas e assegurando qualidade da água. Nesta categoria incluem-se áreas com um coberto vegetal natural ou em estado próximo e galerias ripícolas.


4.2. Áreas que apresentam risco elevado de erosão (em construção)


4.3. Áreas importantes para o armazenamento de carbono, nas quais existe quantidades consideráveis de carbono armazenado e que por isso desempenham um papel relevante no combate às alterações climáticas.

 
	© Rui Cunha
Rui Cunha
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Rui Cunha
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