De uma população bastante numerosa, que se distribuía por todo o Mediterrâneo e por algumas zonas Atlânticas, costeiras ou insulares, como a Madeira – onde foi avistada pela primeira vez em 1419, por João Zarco e Tristão Vaz Teixeira; a Foca Monge do Mediterrâneo figura, actualmente, entre as espécies mais protegidas do mundo, com uma presença que não excede os cerca de 450 indivíduos de forma global.
Este contacto com o ser humano foi logo prejudicial para a foca. Primeiro, foi perseguida para uso comercial; depois, sofreu com a actividade piscatória, que competiu com a sua própria actividade de predação para alimentação e a empurrou cada vez mais para fora das áreas onde antes habitava. Tendo ainda de travar duras batalhas com os pescadores que, acidentalmente, as capturavam nas suas redes.
Hoje em dia, os indivíduos sobreviventes desta exposição ao contacto humano no arquipélago português concentram-se nas Desertas, onde encontramos cerca dos 23 indivíduos dos cerca de 450 existente.
Em termos de conservação, procura-se: